Ficamos achando que a frase "deixamos de aprender só quando morremos " é apenas filosofia e alguns acontecimentos nos surpreendem..

Uma doença de um ente querido ,
discussões familiares, leviandades,delírios de poder,
desrespeito ao próximo nos fazem repensar
sobre a importância da vida e sobre nossos atos.

Perdemos muito tempo com futilidades e com dissabores.
A vida deveria ser vivida em sua plenitude e que
nossa conduta deixasse de ser tão amarga ou mesquinha.
As responsabilidades fossem encaradas no peso certo.
Os momentos , aproveitados com mais leveza e menos cobranças.
Que o "voar" seja encarado naturalmente,
como o princípio de VIDA.

Da mesma forma é o término de um relacionamento afetivo.
Que cada pergunta não viesse carregada de admiração
e espanto por ter findado essa relação.
Que não tivesse  misto de dor,tristeza, raiva,
lamento, frustração ou desejo de vingança.
Aprendi que é intrínseco ao ser humano, a diferença
entre homem e mulher na forma de vivenciar o amor.
O homem não discute relacionamentos, odeia
as comparações ou lamentações .
Portanto é fundamental a clareza desse comportamento
para que perdure uma relação.

No momento do rompimento os envolvidos ficam tão aturdidos
que reconhecem sentir uma dor.
Acredito que a dor não seja propriamente do rompimento
e sim da conscientização da fragilidade ou da morte de sonhos
 que não se concretizarão.
Sofremos pelas projeções que não realizaremos.

Existiu durante o tempo vivido a criação de hábitos
onde a possibilidade de mudança, amedronta
e o recomeçar fosse desestímulo.

O amor estava embutido na posse e muitas vezes na esperança  de que fosse eterno.

É natural que haja tristeza, inconformismo ou decepção momentânea.
Não é fácil acostumar com a ausência de quem queríamos ao lado.
Não é fácil remover as raízes de laços que foram atados.
Não é fácil enfrentar ou admitir o insucesso.
Não é fácil recomeçar.
Fomos sempre direcionados para a fuga.
O sofrimento é minimizado como se toda nossa força
estivesse na capacidade de superação.
Muitas vezes esse sofrimento ou é silencioso ou mascarado.

Somos incentivados a nos sentir vitoriosos ainda que tenhamos
saído ferido ou machucado.
Um amor que foi grande, puro ou verdadeiro não
deixa marcas negativas
ainda que o nosso orgulho ou nosso egoísmo tenham sido abalados.

O “nunca mais quero ninguém” é um sofrimento revelando
uma total opção de solidão e desesperança.
O rompimento de um amor não mata.
Só nos impulsiona para que possamos viver outras tantas histórias  porque a capacidade que temos de amar nos dá a certeza da vida.
Quem amou sente vontade de amar sempre e novamente.

Vivemos o desperdício e não valorizamos o essencial.
Ditamos regras, princípios e conceitos e nos afastamos do simples.

Julgamos o outro , infalível e incapaz de magoar e nós tão maravilhosos que não merecíamos essa conduta.

Parece que o mundo desabou sobre nossas cabeças
sem que pudéssemos controlar.

Sabemos da misericórdia divina diante de toda perda,
quer seja material ou emocional.
Tentemos direcionar a dor na troca pelo bem.

Devemos tirar de tudo um aprendizado e tentar
esforçarmo-nos para que sejamos melhores,
tolerantes e compreensivos.

Que os sonhos embora agitados não nos façam sentir tão sós.
O amor, só é feito no comum , com gosto de diferente..
Ainda que "alguém" diga que nem
sempre os opostos dão certo,
que a palavra seja compreendida,
os braços estendidos fraternalmente e
 as mãos postas em eterna sintonia
para que o próprio silêncio
tenha voz...
Beth Nunes

 






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